DICAS PARA LIDAR COM “TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITIVO “NA INFÂNCIA

Entenda o que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)

 

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Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? O pequeno passa a apresentar dificuldades no controle do temperamento e das emoções, tornando-se teimoso e resistente a ordens. Em outras palavras, parece testar os limites dos pais a todo instante. Se essa descrição lembrou alguma criança que você conhece, saiba que ela pode estar sofrendo do transtorno desafiador opositivo (TDO).

 

CARACTERÍSTICAS MAIS PRESENTES 

As principais características são

* Perda frequente da paciência,

* Discussões com adultos,

* Desafio, recusa em obedecer a solicitações ou regras, perturbação

* Implicância com as pessoas, podendo responsabilizá-las por seus erros ou mau comportamento.

* Ele se aborrece com facilidade e comumente se apresenta enraivecido, agressivo, irritado, ressentido, mostrando-se com rancor e com ideias de vingança”

 

A raiz do problema

“A gravidade do sintoma pode ser leve quando se limita a apenas um ambiente. É moderada quando está presente em pelo menos dois, e grave quando ocorre em três ou mais”, diferencia Luciana. A neuropsicóloga explica que os pais não devem se torturar pensando sobre onde erraram na educação de seu filho. Segundo ela, as causas da manifestação do problema são multifatoriais. “Há evidências de influências hormonais, genéticas e neurofuncionais.”Porém a dinâmica familiar pode reforçar um padrão de comportamento inadequado.“Em resumo, seria uma integração dos fatores genéticos e o quanto o ambiente colabora na expressão em maior ou menor grau do transtorno”, conclui.

 

Transtorno de conduta

Na hora de procurar ajuda, o psiquiatra, o neuropediatra ou o neuropsicólogo especializados em tratamento infanto juvenil podem ajudar no diagnóstico, que será clínico. Em algumas situações, é comum o TDO ser confundido com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os dois transtornos, aliás, não raro, aparecerem juntos.“A semelhança é que ambos têm como característica a impulsividade, ou seja, os portadores tendem a agir sem pensar. Porém, quando é realizada a avaliação adequada, percebe-se claramente a diferença entre ambos.

Cerca de 65% das crianças com o diagnóstico de TDO deixarão de apresentar os sintomas nos anos seguintes, desde que acompanhados terapeuticamente. O restante pode permanecer ou intensificar os sintomas, evoluindo para o chamado transtorno de conduta (em que os jovens apresentam agressividade, comportamento antissocial e constantemente violam as regras de convívio).

Quando o TDO não é tratado, a evolução para o transtorno de conduta pode ocorrerem até 75% dos casos. Naquelas em que o início dos sintomas se iniciaram antes dos oito anos de idade, o risco de evolução será maior. Ou seja, o diagnóstico e o tratamento precoces exercem um papel preventivo importante”, pontua Teixeira. Além disso, quando adultos, há maior risco de desenvolvimento de problemas de controle de impulsos, abuso de álcool e drogas, ansiedade e depressão.

 

Ambiente saudável

A participação dos pais, aliás, é de extrema importância no tratamento da criança com TDO. “Uma criança que cresce em um ambiente respeitador, com pais presentes e participativos em sua vida, apresentará menores chances de problemas relacionados com comportamentos desafiadores, desobedientes e opositivos”,

Também é importante ser um modelo pacífico e positivo para a criança, evitando agressividade e violência. “Muitos pais confundem limite e monitoramento com intolerância,  e violência. Na verdade, a família é um grande modelo de aprendizagem para a criança.

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