Amamentação Materna ( Orientação Familiar )

Hoje se inicia uma nova sessão em nosso site para vocês  ( ORIENTAÇÃO FAMILIAR PSICOPEDAGÓGICA) .

AMAMENTAÇÃO MATERNA

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Recebemos muitas famílias em nosso dia a dia , com isso, recebemos muitas perguntas . Me deparei com uma mãe de um aluno que acaba de dar a Luz a um novo bebe ,ela me fazia perguntas sobre amamentação , por isso, resolvi dividir com vocês, afinal , esta situação pode vir acontecer com vocês, quanto mais informações tivermos sobre o universo infantil, mais seremos capacitadas para orientarmos mais família com AMOR !

Segue uma Sessão de perguntas e respostas para vocês #ANOTEM

1. Qual a dieta mais recomendada durante a amamentação?
Não existe um cardápio pré-determinado. O ideal é que a mãe se alimente da maneira mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. “A mulher costuma sentir muita sede nessa fase porque a água é matéria-prima para a fabricação do leite.
Outra dica é fazer várias refeições balanceadas ao longo do dia. “O bebê rouba os nutrientes da mãe e, por isso, o organismo dela deve estar o mais equilibrado possível.

2. Existem restrições alimentares? O que não devo comer?
A princípio, não há alimento proibido para a nutriz – nome dado à mãe que amamenta. Se houver alguma reação negativa do bebê em aleitamento materno exclusivo, aí, sim, pode-se suspeitar de sensibilidade ou alergia alimentar a alguma substância que a mulher tenha ingerido.

Segundo Ary Lopes, os campeões nesse processo são: leite de vaca, castanhas (como o amendoim), frutos do mar e carne de porco. Antes de pensar em eliminar os itens do cardápio, é preciso que o médico constate a ligação entre eles e as cólicas do bebê.

3. Posso fazer regime durante a amamentação para diminuir as medidas?
Cortar calorias é perigoso, já que o organismo precisa de muita energia para produzir o leite materno. “Dietas rigorosas nessa fase podem implicar em perda de massa magra, ou seja, músculos e energia”, explica o nutrólogo Ary Lopes. Para alimentar o seu bebê, estima-se que as mulheres precisam de 20% a mais de calorias do que as necessárias em outra fase da vida. Isso significa o total médio de 2,4 mil calorias diárias. Portanto, não se preocupe: invista em uma alimentação saudável e o ato de amamentar fará você voltar ao seu peso normal gradualmente.

4. E os remédios? Devo manter as mesmas restrições da gravidez?
Durante a amamentação, vários medicamentos estão liberados. Para ter certeza do que você pode ou não pode tomar, é essencial consultar o médico. No pós-parto, assim como em qualquer fase de vida, a automedicação nunca deve ser praticada.

5. Posso tomar pílula anticoncepcional?
Apenas as que não contêm estrógeno em sua composição. “Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança”, explica o obstetra e ginecologista Luiz Fernando Leite, do Complexo Santa Joana/Pro Matre, em São Paulo. Para as mulheres que amamentam, o médico recomenda pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU. “Esse último só pode ser colocado 50 ou 60 dias após o parto”, esclarece Leite.

6. É possível engravidar durante a fase de amamentação?
Sim. Por isso a importância de utilizar algum método anticoncepcional caso outro bebê não esteja nos planos do casal tão a curto prazo. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, explica o obstetra Luiz Fernando Leite. Segundo o médico, é importante dar início ao uso de algum contraceptivo cerca de 30 ou 40 dias após o nascimento do bebê.

7. Por quanto tempo deve-se amamentar a criança?

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. O pediatra Luciano Borges ressalta que mesmo as mães que voltam ao trabalho antes desse tempo podem continuar alimentando o bebê só com o leite do peito. “É possível ordenhar o leite e, durante o período em que a mulher estiver fora, pedir para alguém dar o líquido à criança utilizando um copo específico para esse fim”, diz. O especialista alerta para que se mantenha o pequeno longe de mamadeiras – mais fácil para o bebê sugar, ela tende a desestimular a amamentação direta no peito.

Após os seis meses, o Ministério da Saúde recomenda que o leite materno continue sendo oferecido em parceria com a alimentação complementar. Isso pode se estender até os 2 anos de idade ou mais. Borges ressalta ainda que a introdução de novos alimentos provoca a diminuição gradual no número de mamadas ao longo do dia. Assim, naturalmente, acontece o desmame.

8. Meu bebê só quer o peito, embora já esteja na idade de comer outros alimentos. O que faço?
Essa situação é bastante comum. “Uma boa tática é passar para o pai ou outra pessoa próxima a função de alimentar a criança, pois ela tende a associar a mãe com a amamentação, recusando outro alimento”, explica o pediatra Luciano Borges. Insista até o bebê aprender a comer. Para isso, vale conversar com a criança e estipular horários de mamar e horários de comer a papinha, a sopa… “É uma estratégia eficiente, inclusive, para educar e estabelecer limites à criança”, explica a consultora de amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, em Salvador.


9. Como fazer o bebê arrotar? Existe algum problema se isso não acontecer?

Após a mamada, a mãe deve segurar a criança no colo e deixar o corpo dela o mais em pé possível, com a cabecinha apoiada no ombro, por cerca de dez minutos. “Vale dar os clássicos tapinhas nas costas para agilizar o processo”, recomenda Ary Lopes. O arroto é provocado pela ingestão de ar durante a sucção feita pelo bebê. Assim, se ele pegar o peito de maneira correta e mamar bem, é possível que não arrote. “Isso não deve ser motivo de preocupação para os pais”, acalma o vice-presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges.

10. Quanto tempo deve durar cada mamada? Qual o intervalo ideal entre elas?
Varia muito de criança para criança, pois cada uma tem o seu jeito próprio de se alimentar. Ary Lopes estima que cerca de dez minutos em cada peito são mais do que suficientes – mas nos primeiros dias, quando o hábito começa a ser estabelecido, o tempo pode ser bem maior.

Vale explicar ainda que a duração da mamada não tem a ver com a quantidade de leite ingerido, já que a eficiência da sucção também é variável. Segundo Luciano Borges, do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, o importante é prestar atenção no intervalo entre as mamadas. Ele costuma ser de duas a quatro horas. “Se passar disso, é preocupante. Informe o médico”, diz.

11. É aconselhável acordar o bebê para mamar durante a madrugada?
Se você faz parte do time das sortudas que, em vez de ter o sono interrompido pelo pequeno, estão em dúvida se devem ou não despertá-lo para dar leite no meio da noite, os médicos recomendam que se fique tranquila. “Quando o bebê está bem e ganhando peso normalmente, não há a necessidade de acordá-lo”, explica Luciano Borges. Ary Lopes concorda.

12. Como saber se a criança mamou o suficiente?
A única maneira de ter certeza é verificar o ganho de peso nas consultas pediátricas. “Para ter uma ideia se o pequeno está satisfeito, preste atenção nas pistas dadas por ele: logo após mamar, deve estar bem relaxado e tranquilo. Além disso, a quantidade de xixi feita ao longo do dia deve ser suficiente para seis fraldas”, explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, de Salvador.

13. O que posso comer ou fazer para aumentar a quantidade de leite?
Não existe um alimento que cumpra essa função. O maior estímulo para a produção de leite é a própria sucção do bebê. Além disso, você deve ingerir bastante água – uma matéria-prima essencial a esse processo. “É importante esvaziar o peito para que a produção não pare. Então, se o bebê não mamar todo o leite disponível, ordenhe as mamas até ficarem vazias”, alerta Lívia Teixeira.

14. Como esvazio as mamas?
Coloque o dedo indicador e o polegar na linha da auréola e empurre a mama em direção ao tórax, fazendo um movimento como se quisesse aproximar os dois dedos. “Desse jeito, pressionam-se os dutos e o leite sai”, explica Lívia Teixeira. Existem acessórios que também fazem esse trabalho, mas Luciano Borges alerta: “É preciso muito cuidado com os ordenhadores mecânicos, pois alguns modelos podem causar problemas, como fissuras nos seios”. A técnica pode ser aplicada antes da amamentação para deixar as mamas mais flexíveis e ao longo do dia, quando a mãe sentir que os seios cheios estão provocando dor.

15. Posso dar água ao bebê que está no aleitamento materno exclusivo?
Não. O leite materno já contém água suficiente em sua composição para hidratar o pequeno. “Esse é o alimento mais completo que existe. Não é preciso oferecer mais nada à criança durante os seus seis primeiros meses de vida”, explica Ary Lopes.

16. Meu filho sempre engasga. É normal?
“Isso pode ser sinal de que o bebê não está mamando corretamente”, aponta Luciano Borges. “Ou que o leite esteja saindo com muita força.” Nesse caso, o jeito é tirar a criança do peito, limpá-la e voltar quando a respiração do pequeno estiver normal. “Não há motivo para se preocupar”, diz Borges. Para saber se a causa do engasgo é a mamada incorreta, cheque alguns pontos.

A criança deve ficar bem de frente para as mamas, com a cabeça e o tronco alinhados, as nádegas apoiadas, o queixo tocando o seio, a boca bem aberta e o lábio inferior voltado para fora. “Certifique-se de que a auréola do seio está mais visível acima da boca do bebê do que abaixo. Olhe também para as bochechas do pequeno – que devem estar arredondadas – e preste atenção se há algum barulho além do da deglutição”.

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