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O que é consciência fonológica?

Consciência fonológica é a capacidade de segmentar de modo consciente as palavras em suas menores unidades, em sílabas e em fonemas. Considerada habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem, é compreendida em dois níveis, sendo eles: a consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras, as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas e que palavras são constituídas por sequências de sons e fonemas representados por grafemas.

Considerada a capacidade de se refletir explicitamente sobre a estrutura sonora da palavra, tal consciência se refere a segmentos no nível de palavras, rimas, aliterações, sílabas e fonemas. Esta última (consciência fonêmica) requer experiências mais específicas. Esta habilidade se desenvolve gradualmente à medida que a criança experiência processos em que a rima é evidenciada e se observa partes das palavras dividindo em fonemas.

Os estudos da neuropsicologia, da psicologia cognitiva e da pedagogia, desde a década de 1970, têm contribuído muito sobre o entendimento do processo de aquisição da leitura e da escrita, mas ainda há algumas questões a serem reveladas. Embora já se tenha uma gama de informações acerca do assunto, não se tem nada muito claro sobre as reais habilidades necessárias sobre o mecanismo específico para os processos de leitura e escrita.

Mas é sabido que, quando se começa a conhecer o alfabeto e suas correspondências entre som e letras, as crianças fazem associações, aprendem as regras destas correspondências fonológicas e, para ler utilizam a estratégia de decifração alfabética, tendo acesso ao sentido das palavras. Ao mesmo tempo está em jogo habilidades como memória verbal, capacidade de entender as regras gramaticais e utilizar adequadamente a linguagem, mas a consciência fonológica tem sido destacada por facilitar a aprendizagem da escrita. Um dos métodos que mais se utiliza dos processos de consciência fonêmica é o Método Fônico.

Neste método há relevância na relação entre fonema (som) e grafema (letra), sendo este, o caminho para levar a criança a construir habilidade de leitura e escrita competentes. Na perspectiva de se promover uma base sólida e qualitativa no processo de alfabetização da criança, devem-se considerar as possibilidades e situações ímpares que tal método apresenta. Trabalhando de forma explícita e envolvente, a criança constrói a confiança em si mesma para alavancar o processo que nesse momento vivencia. Sobre esta questão, Capovilla & Capovilla (2004) dizem:

 O método fônico restaura à criança o direito a essa aprendizagem competente e o prazer da maestria e das descobertas que ela produz. E restaura ao professor a profunda importância, dignidade e encanto de sua profissão, e o seu direito de ensinar com prazer e eficiência, de construir competências e de saber que o fez, de descortinar novos mundos com dedicação e alegria e de compartilhar com seus educandos o entusiasmo pela aventura da descoberta e do conhecimento.

Quando a criança descobre o princípio alfabético e se torna capaz de decodificar (isto é, de pronunciar as sequências de fonemas sob controle dos grafemas), ela se torna capaz de ler materiais escritos em geral envolvendo aquelas relações. […] assim, a decodificação é a palavra chave para penetrar no código escrito, à medida que permite à criança acoplar o seu sistema de fala (articulada vocal ou subvocalmente) à escrita alfabética.

O aprendizado das sílabas contribui para a consciência fonológica?
Nós temos várias habilidades, entre elas a de segmentação de frases em palavras ou de palavras em sílabas. A sílaba representa uma dessas primeiras habilidades. Na sala de aula, esse aspecto pode ser útil. Vejam no exemplo abaixo:
– O educador pega uma categoria de palavras e trabalha com as crianças. Suponhamos que esse grupo seja referente a animais. O professor pergunta a elas que bicho é esse. Os pequenos então responderão falando de maneira silábica.
Lembre-se: da esquerda para a direita a fim de trabalhar a direcionalidade de escrita. A partir desse exercício, a criança vai lendo e falando os pedacinhos das sílabas até fixar as palavras que acabara de pronunciar.
Sendo assim, a criança só conseguirá estabelecer a relação grafofonêmica se tiver desenvolvido a Consciência Fonológica.

Fases do desenvolvimento infantil segundo Piaget

Fases do desenvolvimento infantil segundo Piaget

O grande pesquisador das fases do desenvolvimento cognitivo infantil é Jean Piaget, psicólogo que começou a se interessar pelo raciocínio das crianças enquanto trabalhava em uma escola para meninos. Ele ficou curioso com o raciocínio usado pelos meninos quando erravam as respostas das perguntas que os professores faziam.

Ao observar diversas crianças durante o crescimento, inclusive seus próprios filhos, ele postulou 4 estágios (ou fases) do desenvolvimento cognitivo infantil.

Os dois primeiros estágios são bastante extensos, pois há uma grande quantidade de habilidades sendo aprendidas nessas fases. No entanto, os últimos dois estágios são extremamente importantes para a formação do pensamento encontrado no adulto e dependem muito das habilidades adquiridas nos estágios anteriores.

As fases do desenvolvimento infantil são:

Sensório-motor: de 0 a 2 anos

Nesta fase, a criança se concentra nas sensações e nos movimentos. Ela começa a entender o que as sensações significam e como os movimentos dela podem levar a alterações no mundo exterior.

Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem controle consciente de suas ações motoras. No entanto, com o passar do tempo, ele vai gradualmente ganhando consciência de seus movimentos, e é aí que começa a festa: ele percebe que, se esticar o bracinho, consegue puxar o móbile em cima do berço. A partir daí, passa a testar as possibilidades de movimentação para ver aonde aquilo vai chegar.

Vale lembrar que, nessa fase, a criança ainda tem dificuldades com tudo aquilo que ela não pode ver, tocar ou sentir. A chamada permanência do objeto ainda não existe, pois a criança não admite sua existência fora do seu campo sensorial. Sendo assim, se os pais escondem um brinquedo, por exemplo, ela não vai procurar. Pra ela, o brinquedo deixou de existir.

O mesmo acontece com as pessoas: se o bebê não vê a mãe, ela automaticamente deixa de existir e começa a choradeira. A medida em que a criança vai recebendo estímulos, ela passa a ter uma vaga noção de que objetos fora de sua vista não necessariamente deixam de existir. É por isso que a brincadeira do “cadê o bebê?” é tão divertida e saudável!

Pré-operatório: de 2 a 7 anos

Esse estágio se inicia com a capacidade do pensamento representativo, ou seja, a criança começa a gerar representações da realidade no próprio pensamento. É isso que possibilita a aprendizagem da fala (que começa bem mais cedo, mas se desenvolve mais rapidamente aqui) e as brincadeiras de “faz de conta”.

Vale lembrar que essa fase é marcada por um egocentrismo evidente, mas isso não significa falha de caráter, fazendo parte do desenvolvimento cognitivo típico de qualquer criança. Ao falar, ela fala sozinha e poucas vezes considera aquilo que foi dito para ela.

Com isso, há também uma necessidade de “dar vida” às coisas: para as crianças nesse estágio, uma bola rolando faz isso porque tem vontade, não porque está em uma superfície íngreme ou porque uma força foi aplicada, tirando-a da inércia. Ela também acredita que as coisas acontecem para si mesma. Na mente das crianças dessa idade, o sol se põe para que elas vão dormir, não porque o dia acaba naturalmente.

Voltando ao pensamento representativo, é justamente ele que permite o desenvolvimento do pensamento lógico posteriormente. Nessa fase, a criança pode se confundir com números e quantidades.

Um exemplo é quando colocamos a mesma quantidade de suco em copos de formatos diferentes: um fino e longo, outro largo e curto. Por mais que seja a mesma quantidade, o nível do suco no copo fino fica acima do nível no copo curto. Para as crianças nesse estágio, isso quer dizer que tem mais suco no copo fino, mesmo que antes elas tenham visto que se trata da mesma quantidade!

Outro exemplo: se eu pegar dois biscoitos para mim e der apenas um biscoito para ela, a criança ficará chateada achando que tem menos. De fato, nesse caso, ela está certa. No entanto, se eu dividir o biscoito dela ao meio ao invés de dar um novo biscoito, ela achará isso justo. Isso acontece pois, para ela, parece que nós dois temos dois biscoitos, mesmo que as metades do biscoito dela sejam consideravelmente menores que os meus.

Por isso, se o seu filho pequeno dá respostas erradas em exercícios que medem quantidades, volumes e tamanhos, não se preocupe: ele está se desenvolvendo normalmente, apenas passando pelo período pré-operatório no qual a lógica ainda está sendo formada!

É também nesse estágio que as crianças começam a entender o que é certo e o que é errado, o que podem e o que não podem fazer. No entanto, ao serem apresentadas a uma nova situação inusitada, elas ainda não são capazes de julgar moralmente o problema, fazendo aquilo que têm vontade (independente de ser certo ou errado).

Por isso, pais e mães devem ter paciência com as crianças nessa fase. Ela ainda tem muito a aprender e não adianta brigar quando ela faz algo de errado: ela simplesmente não é capaz de perceber sozinha que não pode.

Operatório concreto: de 8 a 12 anos

Marcado pelo início do pensamento lógico concreto, as crianças passando por esse estágio começam a manipular mentalmente as representações das coisas que internalizou durante os estágios passados. O problema é que essa manipulação só pode ocorrer com coisas concretas, dispostas no mundo real. Conceitos abstratos ainda não são compreensíveis.

Lembrando do exemplo dos copos de suco, a criança nessa fase já compreende que os dois copos têm a mesma quantidade de suco, ou seja, ela tem a noção de conservação. Quanto ao biscoito, ela também entende que duas metades de um biscoito não equivale a dois biscoitos. Prepare-se para ter que dividir mais biscoitos com seu filho, porque essa desculpa não vai mais colar!

Aqui, já há uma maior compreensão do que é moral. As regras da sociedade começam a fazer sentido e, em situações simples, a criança já é capaz de, por si só, julgar o que seria correto fazer.

Operatório formal: a partir de 12 anos

O último estágio postulado por Piaget tem seu início já na pré-adolescência, quando a criança é capaz de manipular, também, representações abstratas, fazendo operações com conceitos que não possuem formas físicas, como certos conceitos matemáticos.

Nesse estágio, as crianças começam a entender o mundo pelos olhos de outras pessoas: elas passam a compreender experiências que elas mesmas não vivenciaram em primeira pessoa. Na verdade, esse processo já começa durante o período operatório concreto mas, como o nome já diz, só serve para objetos concretos. Já nesse novo estágio, a criança passa a entender o ponto de vista dos outros a respeito de conceitos abstratos.

MAPAS MENTAIS …COMO FAZER ?

Mapa mental, é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo psicólogo inglês Tony Buzan, voltado para a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual; para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras; como ferramenta de brainstorming (tempestade de ideias); e no auxílio da gestão estratégica de uma empresa ou negócio.

Os mapas mentais procuram representar, com o máximo de detalhes possíveis, o relacionamento conceitual existente entre informações que normalmente estão fragmentadas, difusas e pulverizadas no ambiente operacional ou corporativo. Trata-se de uma ferramenta para ilustrar ideias e conceitos, dar-lhes forma e contexto, traçar os relacionamentos de causa, efeito, simetria e/ou similaridade que existem entre elas e torná-las mais palpáveis e mensuráveis, sobre os quais se possa planejar ações e estratégias para alcançar objetivos específicos.

Como Montar ?

Folha A4

O melhor mapa mental para se aprender é o que é feito a mão, o material que uso são folhas A4 deitadas, pois com ela nessa posição consigo fazer um melhor aproveitamento do espaço.

Caneta

Isso mesmo, eu recomendo você usar uma caneta para fazer seus mapas mentais, isso porque o lápis te da muita tentação a refazer algo que anotou para deixar mais “bonitinho” e isso toma muuuuito tempo, tempo esse que você poderia estar aprendendo.

Material de Colorir

Eu normalmente uso lápis de cor, canetinha e giz de cera. Eles são materiais acessíveis e que não sujam a folha na hora de colorir.

 

 

Conteúdo

Tema principal

O mapa mental sempre começa com o tema principal no centro da folha.

Ramos

Depois de definir o elemento principal você puxa elementos que se ligam diretamente com ele, e cria os ramos principais do seu mapa mental. Depois de criar um ramo principal, você liga outro ramo a ele, que se torna o subtópico do ramo principal e com isso você vai aprofundando cada vez mais sua aprendizagem.

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É importante que você não escreva várias frases nos seus ramos, é sempre legal usar palavras-chave para um determinado assunto, por exemplo:

“Quem inventou a lâmpada foi Thomas Edison”

No ramo você colocaria apenas: Thomas Edison-Lâmpada
Ou quem sabe você pode até se aventurar e desenhar uma lâmpada 😉

Outra detalhe importante é sempre utilizar as cores, e se elas tiverem significado específico melhor ainda! Por exemplo, eu uso sempre a cor amarelo claro para indicar que o que estou escrevendo é uma ideia minha e não do autor que estou lendo/vendo. Então toda vez que pego algum mapa mental meu, e vejo a cor amarela, já sei que aquilo foram conclusões minhas que anotei.

Não esqueça de também colocar desenhos no seu mapa mental sempre associando com o que você escreveu. Os desenhos facilitam muito sua memorização.

Informação

Onde busco informações para criar meus mapas mentais?

Cabeça

Você pode buscar informações na sua própria cabeça, com assuntos que você já conhece, por exemplo, imagine que você tenha que escrever um texto sobre determinado assunto, o mapa mental é uma excelente forma de você reorganizar as informações sobre esse assunto que já estavam com você. Quando você colocar tudo no papel, vai ficar muito mais fácil de você fazer associações, e consequentemente, escrever seu texto.

Livros/Áudios/Vídeos/Aulas

Busque também informações novas em várias mídias, o mais comum e mais fácil é mapear livros, porque você tem muito mais controle sobre o tempo, podendo anotar e sempre inserir novas informações quando quer.

Mas e quando você está em uma aula ao vivo e não consegue pausar seu professor?

A sugestão que dou é que você treine com áudios e vídeos disponíveis na internet, quando você conseguir extrair seu mapa mental de um vídeo, sem precisar pausar, você está preparado para fazer seu mapa mental de uma aula ao vivo, o que vai te ajudar muito para revisar o conteúdo aprendido no dia.

Aprendizagem 3D

Você já assistiu algum filme em 3D no cinema? E você sabe como ele funciona? O 3D nada mais é do que uma imagem em cima da outra, onde uma delas fica ligeiramente deslocada, dando a sensação de profundidade. Daí vem a analogia que faço. Quando você junta duas fontes de informações, como por exemplo, ler um livro e ouvir o áudio book desse mesmo livro você consegue aprender com muito mais profundidade e é por isso que chamo essa forma de aprender de aprendizagem 3D

 

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Se inspirem nestes Mapas …