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Desfralde infantil / Como orientar os pais ?

Olá , leitor
Tenho recebido em meu consultório algumas crianças que estão atrasadas em seu desfralde “, por isso, trago este post como um direcionamento profissional , precisamos estar preparados para orientarmos famílias e escolas neste processo tão importante e tão delicado.
Apresentando o banheiro
O diálogo é primordial nessa etapa. Ensinar para a criança que ela cresceu, que a fralda é um recurso para crianças pequeninas e que existe um lugar ao qual pessoas crescidas vão para deixar o xixi e o cocô pode ajudar. Esse tipo de discurso, com teor de que a criança amadureceu e cresceu, costuma colaborar para que ela entenda a importância do banheiro. Tente explicar que os amigos da escola, o irmão mais velho e o primo também estão usando a privada. O fundamental, no entanto, é evitar tecer qualquer comentário que possa humilhar o pequeno.

O discurso lúdico pode dar mais leveza a essa fase, por isso, se despedir dos dejetos ou comprar massinhas de modelar que simulem as fezes pode ajudar a criança no momento em que ela dá adeus ao cocô, quando ele vai privada abaixo. Também dá para levar o bichinho de pelúcia ou boneco favorito do pequeno para assisti-lo no banheiro, colar adesivos no assento sanitário, comprar calcinhas ou cuecas de algum personagem que seu filho goste, ler histórias para a criança ou colocar músicas para tocar. Outra forma de encorajar a criança é deixar que ela veja a mãe ou ao pai sentados no vaso enquanto ela se senta no penico, pois, assim, ela pode se sentir menos intimidada. É interessante transformar o momento em algo mais divertido.

 

 

A opção por um penico costuma ser mais confortável porque oferece melhor apoio aos pés do bebê. Mas o ideal é perceber qual a preferência da criança; se ela gostar mais do redutor, tudo bem. Nesse caso, só se certifique de conseguir um banquinho para que os pés dela não fiquem suspensos. Levar seu filho para escolher o acessório também pode estimular o uso e facilitar o desfralde.

Parabéns, você conseguiu!

Demonstrar com gestos e diálogo o quão feliz e orgulhoso você está com o pequeno é fundamental. Parabenize-o por todas as vezes que ele conseguir chegar a tempo no banheiro.

O Desfralde na escola 
Se uma das metas da escola do seu filho é o desfralde, cuidado. Apesar de especialistas indicarem que, entre 2 e 3 anos, a criança está pronta para iniciar o processo, cada uma tem um grau de maturidade. “O desfralde coletivo na escola pode servir como estímulo. Porém, por outro lado, não respeita as individualidades”, diz a pediatra Fernanda Leão, do Departamento de Urologia e Cirurgia Pediátrica do Sabará Hospital Infantil (SP).
Xi… Escapou!

É imprescindível que os pais tenham sempre em mente que escapes acontecem e são comuns. Brigar, falar mal, reprimir ou manter uma postura negativa diante da criança nesses casos não são atitudes que vão fazer com que ela aprenda a fazer certo da próxima vez. Pelo contrário, isso acaba desestimulando. Mantenha-se positivo e incentive a criança. Diga que da próxima vez ela vai conseguir; Fale que aquele xixi ou cocô foi compreensível porque ela estava muito ocupada brincando. Seja amigável e paciente.

Em alguns casos, os escapes ocorrem porque o desfralde está acontecendo em um período no qual a criança está encarando alguma novidade, como, por exemplo, se ela tiver um irmãozinho por chegar ou estiver começando na escolinha. É importante que o período escolhido seja mais calmo, para que o pequeno não fique ansioso e interrompa o progresso.

Na maior parte das vezes, o escape ocorre no período noturno. Algumas dicas dos pediatras e dos psicólogos infantis podem evitar os acidentes de noite, como diminuir a quantidade de líquidos após as 18 horas, levar a criança para fazer xixi antes de dormir, colocar um boneco ou ursinho de que a criança goste para dormir com ela na cama e dizer para ela tentar não molhar o brinquedo. Em outros casos, também é possível forrar a cama com um plástico e acordar o pequeno no meio da noite para levá-lo ao banheiro. E se ele acordar com a cama molhada? Respire fundo, coloque a roupa para lavar, limpe e troque a criança. Paciência. Uma hora ele consegue.

Precisa de ajuda?

Os escapes estão recorrentes e não há nenhum sinal de progresso? Procure um pediatra: a criança pode estar sofrendo de alguma disfunção de bexiga (incontinência urinária, por exemplo). Se a pressão psicológica no pequeno for muito grande, ele também pode desenvolver uma infecção urinária ou constipação intestinal por medo de fazer xixi ou cocô.

Recorra à ajuda médica também se o pequeno atingir os 6 anos e ainda não tiver largado das fraldas. É necessário investigar se ele não sofre de alguma causa orgânica patológica ou psicológica.

Acima de tudo, os pais devem sempre lembrar que o desfralde, assim como outra qualquer etapa do desenvolvimento infantil, é uma prova de maturidade e de amadurecimento. Por isso, é muito mais comum que crianças com mais liberdade, autonomia e mais atenção e dedicação dos pais passem por essa etapa em um período de tempo mais curto do que outras.

 

Psicopedagogia campinas

O Papel do Psicopedagogo

O Papel do Psicopedagogo: Psicopedagogia trata de uma complexidade de fatores, juntamente com uma variedade de atuações e funções; para isso é necessário um profissional responsável e, sobretudo, apaixonado pelo que faz, divulgando seu trabalho, esclarecendo as dúvidas de pessoas leigas. Esse será o caminho do psicopedagogo de sucesso, pois existe uma enorme diferença entre ter um diploma de Psicopedagogia e ser um Psicopedagogo.

Ser um psicopedagogo é muito mais do que dominar técnicas de psicologia e/ou pedagogia. É sempre estar se atualizando nos assuntos que permitem compreender a criança na maioria de suas manifestações, tanto psíquicas, quanto motoras, sociais, biológicas. Ser psicopedagogo é estar apto a trabalhar de forma clínica e/ou institucional, visando a prevenção como sua filosofia maior; e também estar apto às diversas áreas nas quais se pode trabalhar: clínicas, escolas, instituições, hospitais, empresas. Ser psicopedagogo não é apropriar-se de conhecimentos e sim difundi-los; não é criar dependência e sim emancipar; não é rotular e sim socializar.

O objetivo de um psicopedagogo não deve ser o problema da aprendizagem e sim ela própria, sem deixar que os problemas se instalem para que seja possível atuar. Deve ser facilitador de uma aprendizagem prazerosa, na qual o aluno consegue expor toda a sua potencialidade; deve também orientar o educando a como estudar, verificando se há apropriação dos conteúdos escolares, facilitando o desenvolvimento do raciocínio.

A prática psicopedagógica, sobretudo na área clínica, tem sua metodologia de trabalho, ou seja, a abordagem e tratamento, se tecendo em cada caso, na medida em que a problemática aparece. Cada situação é única e requer do profissional atitudes específicas em relação àquela situação. Essa forma de atuação também pode se caracterizar dentro das instituições.

Como psicopedagogo, precisamos estar atentos à cultura, à história, enfim, ao contexto social das escolas e famílias, para orientá-las de forma a conseguirem um resultado mais efetivo; diagnosticar a escola e também a família, pois muitas vezes são ambas ou uma delas que estão prejudicando a aprendizagem da criança.

Enfim, o psicopedagogo pode desenvolver “n” atividades no contexto escolar ou fora dele; cabe ao profissional que se digne a assim ser chamado, ser capacitado e responsável, além de incitar a confiança por meio de comportamentos éticos, a todos os quais se dirige, para que seu trabalho tenha pleno sucesso e eficácia, amenizando o sentimento de exclusão que uma criança que não aprende sofre.

A PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA NA ESCOLA

A prática psicopedagógica na escola implica num trabalho de caráter preventivo e de assessoramento no contexto educacional. Segundo Bossa, “pensar a escola à luz da Psicopedagogia, significa analisar um processo que inclui questões metodológicas, relacionais e sócioculturais, englobando o ponto de vista de quem ensina e de quem aprende, abrangendo a participação da família e da sociedade”.

Na prática pedagógica, é essencial que se considere as relações entre produção escolar e as oportunidades reais que a sociedade dá às diversas classes sociais. A escola e a sociedade não podem ser vistas isoladamente, pois o sistema de ensino (público ou privado) reflete a sociedade na qual está inserido. Observa-se que alunos de baixa renda ainda são estigmatizados, na questão do aprendizado, como deficientes.

Ao chegar numa instituição escolar, muitos acreditam que o psicopedagogo vai solucionar todos os problemas existentes (dificuldade de aprendizagem, evasão, indisciplina, desestímulo docente, entre outros). No entanto, o psicopedagogo não vem com as respostas prontas. O que vai acontecer será um trabalho de equipe, em parceria com todos que fazem a escola (gestores, equipe técnica, professores, alunos, pessoal de apoio, família). O psicopedagogo entra na escola para ver o “todo” da instituição.

O Papel do Psicopedagogo clínico

O psicopedagogo clínico é um profissional licenciado preparado para atender crianças e adolescentes com dificuldades no processo de aprendizagem. O seu trabalho pode ter um caráter preventivo ou interventivo (avaliação, diagnóstico e intervenção). Durante o processo de diagnóstico procura compreender as mensagens, muitas vezes implícitas, sobre os motivos que levam os pacientes a obterem resultados insuficientes ao esforço aplicado em sua busca pela aprendizagem.

O profissional irá se empenhar para identificar as causas dos problemas de aprendizagem usando instrumentos próprios da Psicopedagogia, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA (Entrevista Centrada na Aprendizagem), anamnese (coleta de dados significativos sobre a história de vida do paciente), sessões lúdicas, sempre com olhar e escuta atentos a tudo.

Segundo a psicopedagoga Graciela Marx, na clínica vai acolher em primeiro lugar a família com suas angústias, queixas, dúvidas e inseguranças. Na entrevista inicial serão definidos horários, quantidades de sessões, honorários, importância da frequência, da presença e o que ocorrer.

“O diagnóstico é composto de aproximadamente 8 a 10 sessões, sendo duas a três por semana com duração de 50 minutos cada. Quando diagnosticados pelo psicopedagogo somente problemas de aprendizagem, o profissional atua em uma linha terapêutica, desenvolvendo técnicas remediativas (através de sessões lúdicas), orienta pais e professores de forma que seu trabalho seja integrado e não individual”, explica. Em alguns casos poderá identificar a necessidade de encaminhamentos para avaliação por uma equipe multidisciplinar: Pediatra, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Neuropediatra, Oftalmologista, Psicomotricista.

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Psicopedagoga Campinas

Como identificar a Dislexia?

A Dislexia é um transtorno de aprendizagem do tipo verbal – que envolve símbolos, gráficos e códigos de linguagem fonológica – que nasce e cresce com a criança, ou seja, que se apresenta desde tenra idade levando a problemas de aquisição de pré-requisitos para a alfabetização durante o seu desenvolvimento e que, por extensão, acarretará futuras dificuldades para o processo de aquisição da aprendizagem da leitura e da escrita, com demora na construção de frases, erros frequentes de ortografia e falta de concentração.
Ela não tem “cara” nem tampouco forma física sendo uma condição que se identifica somente na observação do comportamento da criança quando em contato com informações ou meios que se utilizam de formas, letras e números. Não dá em exames, não pode ser identificada em imagens cerebrais nem em eletroencefalograma, só afetando indivíduos muito inteligentes e criativos.
A Dislexia é um transtorno de desenvolvimento resultante de alterações, falhas, disfunções em regiões específicas do cérebro responsáveis pela análise, integração e coordenação de processos que envolvem leitura e escrita. Desde a percepção visual, auditiva e espacial, até a integração destes estímulos com habilidades fonológicas e de memória de trabalho verbal, o cérebro do disléxico não consegue interconectar estas áreas funcionais de forma organizada e estruturada. Ao ler e escrever, o portador tem lento processamento e reduzida capacidade de fluência e memorização por estes caminhos para adquirir o volume de conhecimento desejado e esperado. Demoram 4 vezes mais para entender uma frase e costumam confundir, durante a percepção, os sons e as formas de letras o que leva a se atrapalharem com a junção das mesmas no processo de formação das palavras. Esta lentidão prejudica a compreensão e a fluência.
Mais comum em meninos (4-5 vezes mais) e de predominante herança genética (60-90% dos casos), é comum afetar famílias e suas consequentes gerações. Os primeiros sinais podem aparecer nos primeiros anos de vida como atraso na aquisição da fala, trocas fonéticas tardias, omissões frequentes de sílabas na fala ou chegar em idades mais tardias, falando muito “enrolado” e de forma ininteligível. Oitenta por cento dos disléxicos apresentam história de atraso de linguagem expressiva e este sinal é de grande valia para vigilância durante o desenvolvimento da criança e levantar suspeita.

Possíveis Sinais

Alguns sinais na Pré-escola
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem
Dificuldade de aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra-cabeças;
Falta de interesse por livros impressos.

Alguns sinais na Idade Escolar

Dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas etc.) e/ou grossa (ginástica, dança etc.);
Desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences;
Confusão para nomear entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.;
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vaga

Diagnóstico :
O diagnóstico da Dislexia independe de exames neurológicos e de aparelhagens específicas. Costumam nada evidenciar. Por ser uma condição essencialmente clínica que depende de uma avaliação que passa por conhecimento e neurodesenvolvimento, como também da necessidade de exclusão de outras patologias e distúrbios, sua confirmação deve sempre passar por uma ampla avaliação interdisciplinar com a participação integrada de profissionais de saúde, de educação, especializados e dotados de conhecimentos afinados acerca do transtorno, como neuropediatra, neuropsicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo e equipe educacional. Estes profissionais devem seguir protocolos consolidados pelas evidências científicas com a aplicação de testes específicos dominados por cada especialidade que possam identificar os déficits normalmente observados em pacientes com Dislexia.

Neste vídeo abaixo , dou algumas ideais de adaptações de materiais para as crianças com dislexia >