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Testes utilizados na Avaliação Psicopedagógica

Testes utilizados na Avaliação Psicopedagógica

Quando o psicopedagogo está dirigindo sua atuação para o atendimento às dificuldades de aprendizagem precisa selecionar os materiais, as técnicas e as estratégias mais adequadas para cada caso.
Existem muitas opções no mercado, mas nem todas estão disponíveis com facilidade ou trazem instruções bem formuladas, de modo a facilitar esta escolha.
Por isso, serão apresentados alguns dos materiais cujo uso foi atestado na clínica psicopedagógica durante muitos anos de prática, assim como as estratégias de intervenção que mais se adaptam aos tipos mais comuns de dificuldades de aprendizagem que normalmente são atendidos pelos profissionais da psicopedagogia.
Convém, inicialmente, que se faça a distinção entre o que se denomina por técnica,materiais e estratégias de intervenção. Estas palavras podem gerar algumas dúvidas que devem ser logo explicitadas.
Técnica é teoria aplicada, isto é, fruto da aplicação de um conhecimento científico em uma determinada área. Assim sendo, por exemplo, temos as técnicas de expressão corporal, as técnicas dramáticas, o psicodrama, as técnicas psicomotoras e tantas outras que podem se usadas na intervenção psicopedagógica, todas elas conectadas a uma teoria correspondente.

Nome/autor:Avaliação da compreensão Leitora de Textos Expositivos.
Moojen, Sonia; Saraiva; Rosalia Alvim; Munarski, Roberta.
Descrição: Este material tem como objetivo principal auxiliar os psicopedagogos e fonoaudiólogos na avaliação da compreensão leitora dos pacientes a eles encaminhados.
Ao serem utilizados textos expositivos como foco deste instrumento, foi levada em conta a importância de seu uso na escola, pois eles estão presentes em todas as áreas do conhecimento, da sua compreensão, depende, muitas vezes, o sucesso ou o fracasso do aluno nas diferentes disciplinas. Estes textos possuem diferentes formas de organização (superestrutura). A clareza e a explicação das informações no texto, aliada à forma como o leitor segue as pistas textuais, são variáveis que interferem na compreensão leitora.
Ao utilizar, na avaliação, textos expositivos organizados com características mais definidas em relação às diferentes superestruturas, é possível tornar mais clara a forma como os leitores com dificuldades constroem, mentalmente, as informações textuais, o que aprendem sobre elas e quais seus possíveis problemas de compreensão. O material possibilita a avaliação da compreensão leitora de textos expositivos, oportunizando a observação e análise de aspectos cognitivos, metacognitivos e motivacionais do leitor.
Material completo: 01 manual de Aplicação e Avaliação, 01 Jogo com 18 cartões, 05 protocolos para Avaliação. R$ 88,00.
Nome/autor: BBT – Teste de Fotos de Profissões – MARTIN ACHTNICH
Finalidade e Indicações:
É um método projetivo para a clarificação da inclinação profissional, construído para ser utilizado como técnica central para o processo de orientação vocacional e desenvolvimento organizacional. Pode ser aplicado em adolescentes a partir de 12 anos, jovens e também em adultos.
Material:Manual e Protocolo de aplicação, Conjunto de fotos de profissões (série masculina e feminina) (importado da Suiça), 10 Protocolos de aplicação…R$ 770,00.
Tempo e forma de aplicação: O teste é aplicado individualmente Instituto Achtnich São Paulo elaborou uma versão coletiva (dia- positivos) cuja validade de aplicação e resultados estão em estudo.>, o tempo é livre com duração média de duas horas.
Descrição:O BBT foi desenvolvido pelo autor na Suiça a partir de 1961 e publicado em 1978, após dezesseis anos de estudos e pesquisas dentro do campo da orientação profissional com jovens. O teste foi construído sobre os pressupostos da teoria de Szondi (Psicologia do Destino). O teste de fotos fundamenta-se sobre a combinação de diversos fatores hereditários e sua repercussão sobre os componentes de escolha, apresentados por Szondi em seu trabalho central “Análise do destino, escolha no amor, na amizade, escolha da profissão, da doença e da morte”.
O autor isolou oito fatores de inclinação: W – Ternura, feminilidade, devoção, K – Força, força física, dureza, obstinação, agressão, S -Senso social, com duas tendências: Sh – disponibilidade a ajudar, fazer o bem, curar, participar, Se – energia, coragem, dinamismo, necessidade de movimento e de ação, Z – Necessidade de mostrar, de representar, estética, V – Entendimento, razão, lógica, necessidade de conhecimento, clareza, racionalização, limitação e determinação,G – Espírito, inspiração, imaginação criadora, criatividade, idéia, intuição, tendência a expansão,M – Matéria, substância, relação com a posse (analidade), O – Oralidade, com duas tendências:Or – necessidade de falar, comunicação, amabilidade, On – relação com a alimentação, comer. Estes fatores de inclinação estão presentes de forma combinada nas 112 fotos que compõem o teste. As fotos do teste mostram os profissionais no trabalho. O sujeito deve escolher entre estas fotos, aquelas que o atraem, que rejeita ou que lhe são indiferentes, positivas, negativas e neutras.
Concluída a seleção das fotos, o examinador pede que o sujeito organize suas escolhas positivas em grupos de afinidade e passa a solicitar que o orientando verbalize suas associações sobre cada foto escolhida. Neste processo, o psicólogo reúne importantes elementos que emergem das associações verbalizadas; no sentido de confirmar a intensidade dos fatores de inclinação escolhidos, agregando maior nível de consistência à técnica.Para o orientando, durante todo este processo, através de suas próprias escolhas e associações verbalizadas, percebe em seu íntimo uma maior clareza em relação as suas preferências e inclinações. O manual apresenta um extenso capítulo sobre a interpretação dos resultados do teste.
Nome/autor:CONFIAS – Consciência Fonológica Instrumento de Avaliação Sequencial
Autor: Sonia Moojen (coordenadora) 
Descrição: É um instrumento que tem como objetivo avaliar a consciência fonológica de forma abrangente e seqüencial. A utilização deste instrumento possibilita a investigação das capacidades fonológicas, considerando a relação com a hipótese da escrita (Ferreiro e Teberosky, 1991). Além disso, contribui para a prática na alfabetização e instrumentaliza profissionais de diferentes áreas tais como fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos e educadores, podendo também, subsidiar pesquisas acadêmicas na área da linguagem, da psicologia cognitiva e da educação.
Faixa de utilização:crianças a partir de 4 anos.
Tempo de aplicação:2 etapas, aplicação individual.
Material completo: 1 Manual de aplicação e avaliação, 1 Caderno de aplicação, 1 Bloco de folha de resposta, e 6 Pranchas com bolsa. R$ 110,00.
Nome/autor:Inventário de Estilos Parentais – IEP
GOMIDE, PAULA INEZ C
Descrição:Estilo Parental é o conjunto de práticas educativas utilizadas pelos pais com o objetivo de educar, socializar e controlar o comportamento de seus filhos, que podem favorecer o desenvolvimento de características pró-sociais ou permitir o aparecimento de atitudes anti-sociais. O livro permite que psicólogos identifiquem o estilo parental utilizado nas famílias e as orientem ao caminho ideal. Gerenciamento do pensamento aborda, entre outros temas, como as teorias, técnicas e métodos da gestão contemporânea são portadores de valores ideológicos do neoliberalismo. A obra discute, ainda, como conseguem, de modo privilegiado, expandir estes valores, fortalecendo a consciência hegemônica conservadora.
Faixa de utilização: crianças acima de 8 anos e em adolescentes. Os pais poderão responder sobre os filhos acima de cinco anos desde que façam as devidas adaptações às situações propostas pelo inventário.
Tempo de aplicação: livre.
Material: manual, , 01 bl. c/ 16 fls. de resposta, 01 bl. c/ 16 fls. inventário materno, 01 bl. c/16 fls. paterno, 01 bl. c/ 16 fls. inventario de auto-avaliação. R$ 38,50.
Figuras Complexas de Rey
André Rey – Adap. Bras.: Margareth da Silva Oliveira
As Figuras de Rey objetivam avaliar a atividade perceptiva e a memória visual, nas fases de cópia e reprodução de memória. Seu objetivo é verificar o modo como o sujeito apreende os dados perceptivos que lhe são apresentados e o que foi conservado espontaneamente pela memória. Faixa etária: a partir de 4 anos.
Tempo de aplicação: 2 minutos.
Indicações: estudo da atividade perceptiva e da memória.
Kit completo: manual, cartão com Figuras, bloco. R$ 48,00.

TDE – Teste de Desempenho Escolar : O TDE é um instrumento que busca oferecer de forma objetiva uma avaliação das capacidades fundamentais para o desempenho escolar, mais especificamente da escrita, aritmética e leitura. Indica de uma maneira abrangente, quais as áreas da aprendizagem escolar que estão preservadas ou prejudicadas no examinando. A faixa etária abrange a avaliação de escolares de 1ª a 6ª séries do Ensino Fundamental, ainda que possa ser utilizado com algumas reservas, para a 7ª e 8ª séries.  Valor R$ 45,10

PROLEC – Provas de Avaliação dos Processos de Leitura,  é o teste mais utilizado por fonoaudiólogos, psicólogos e professores em países de língua hispânica, na avaliação de crianças disléxicas e, é igualmente empregado nas investigações científicas sobre dificuldades de aprendizagem como demonstram as numerosas vezes em que aparece citado nas publicações sobre esse tema. Valor 222,00 reis 

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Desfralde infantil / Como orientar os pais ?

Olá , leitor
Tenho recebido em meu consultório algumas crianças que estão atrasadas em seu desfralde “, por isso, trago este post como um direcionamento profissional , precisamos estar preparados para orientarmos famílias e escolas neste processo tão importante e tão delicado.
Apresentando o banheiro
O diálogo é primordial nessa etapa. Ensinar para a criança que ela cresceu, que a fralda é um recurso para crianças pequeninas e que existe um lugar ao qual pessoas crescidas vão para deixar o xixi e o cocô pode ajudar. Esse tipo de discurso, com teor de que a criança amadureceu e cresceu, costuma colaborar para que ela entenda a importância do banheiro. Tente explicar que os amigos da escola, o irmão mais velho e o primo também estão usando a privada. O fundamental, no entanto, é evitar tecer qualquer comentário que possa humilhar o pequeno.

O discurso lúdico pode dar mais leveza a essa fase, por isso, se despedir dos dejetos ou comprar massinhas de modelar que simulem as fezes pode ajudar a criança no momento em que ela dá adeus ao cocô, quando ele vai privada abaixo. Também dá para levar o bichinho de pelúcia ou boneco favorito do pequeno para assisti-lo no banheiro, colar adesivos no assento sanitário, comprar calcinhas ou cuecas de algum personagem que seu filho goste, ler histórias para a criança ou colocar músicas para tocar. Outra forma de encorajar a criança é deixar que ela veja a mãe ou ao pai sentados no vaso enquanto ela se senta no penico, pois, assim, ela pode se sentir menos intimidada. É interessante transformar o momento em algo mais divertido.

 

 

A opção por um penico costuma ser mais confortável porque oferece melhor apoio aos pés do bebê. Mas o ideal é perceber qual a preferência da criança; se ela gostar mais do redutor, tudo bem. Nesse caso, só se certifique de conseguir um banquinho para que os pés dela não fiquem suspensos. Levar seu filho para escolher o acessório também pode estimular o uso e facilitar o desfralde.

Parabéns, você conseguiu!

Demonstrar com gestos e diálogo o quão feliz e orgulhoso você está com o pequeno é fundamental. Parabenize-o por todas as vezes que ele conseguir chegar a tempo no banheiro.

O Desfralde na escola 
Se uma das metas da escola do seu filho é o desfralde, cuidado. Apesar de especialistas indicarem que, entre 2 e 3 anos, a criança está pronta para iniciar o processo, cada uma tem um grau de maturidade. “O desfralde coletivo na escola pode servir como estímulo. Porém, por outro lado, não respeita as individualidades”, diz a pediatra Fernanda Leão, do Departamento de Urologia e Cirurgia Pediátrica do Sabará Hospital Infantil (SP).
Xi… Escapou!

É imprescindível que os pais tenham sempre em mente que escapes acontecem e são comuns. Brigar, falar mal, reprimir ou manter uma postura negativa diante da criança nesses casos não são atitudes que vão fazer com que ela aprenda a fazer certo da próxima vez. Pelo contrário, isso acaba desestimulando. Mantenha-se positivo e incentive a criança. Diga que da próxima vez ela vai conseguir; Fale que aquele xixi ou cocô foi compreensível porque ela estava muito ocupada brincando. Seja amigável e paciente.

Em alguns casos, os escapes ocorrem porque o desfralde está acontecendo em um período no qual a criança está encarando alguma novidade, como, por exemplo, se ela tiver um irmãozinho por chegar ou estiver começando na escolinha. É importante que o período escolhido seja mais calmo, para que o pequeno não fique ansioso e interrompa o progresso.

Na maior parte das vezes, o escape ocorre no período noturno. Algumas dicas dos pediatras e dos psicólogos infantis podem evitar os acidentes de noite, como diminuir a quantidade de líquidos após as 18 horas, levar a criança para fazer xixi antes de dormir, colocar um boneco ou ursinho de que a criança goste para dormir com ela na cama e dizer para ela tentar não molhar o brinquedo. Em outros casos, também é possível forrar a cama com um plástico e acordar o pequeno no meio da noite para levá-lo ao banheiro. E se ele acordar com a cama molhada? Respire fundo, coloque a roupa para lavar, limpe e troque a criança. Paciência. Uma hora ele consegue.

Precisa de ajuda?

Os escapes estão recorrentes e não há nenhum sinal de progresso? Procure um pediatra: a criança pode estar sofrendo de alguma disfunção de bexiga (incontinência urinária, por exemplo). Se a pressão psicológica no pequeno for muito grande, ele também pode desenvolver uma infecção urinária ou constipação intestinal por medo de fazer xixi ou cocô.

Recorra à ajuda médica também se o pequeno atingir os 6 anos e ainda não tiver largado das fraldas. É necessário investigar se ele não sofre de alguma causa orgânica patológica ou psicológica.

Acima de tudo, os pais devem sempre lembrar que o desfralde, assim como outra qualquer etapa do desenvolvimento infantil, é uma prova de maturidade e de amadurecimento. Por isso, é muito mais comum que crianças com mais liberdade, autonomia e mais atenção e dedicação dos pais passem por essa etapa em um período de tempo mais curto do que outras.

 

Psicopedagogia campinas

O Papel do Psicopedagogo

O Papel do Psicopedagogo: Psicopedagogia trata de uma complexidade de fatores, juntamente com uma variedade de atuações e funções; para isso é necessário um profissional responsável e, sobretudo, apaixonado pelo que faz, divulgando seu trabalho, esclarecendo as dúvidas de pessoas leigas. Esse será o caminho do psicopedagogo de sucesso, pois existe uma enorme diferença entre ter um diploma de Psicopedagogia e ser um Psicopedagogo.

Ser um psicopedagogo é muito mais do que dominar técnicas de psicologia e/ou pedagogia. É sempre estar se atualizando nos assuntos que permitem compreender a criança na maioria de suas manifestações, tanto psíquicas, quanto motoras, sociais, biológicas. Ser psicopedagogo é estar apto a trabalhar de forma clínica e/ou institucional, visando a prevenção como sua filosofia maior; e também estar apto às diversas áreas nas quais se pode trabalhar: clínicas, escolas, instituições, hospitais, empresas. Ser psicopedagogo não é apropriar-se de conhecimentos e sim difundi-los; não é criar dependência e sim emancipar; não é rotular e sim socializar.

O objetivo de um psicopedagogo não deve ser o problema da aprendizagem e sim ela própria, sem deixar que os problemas se instalem para que seja possível atuar. Deve ser facilitador de uma aprendizagem prazerosa, na qual o aluno consegue expor toda a sua potencialidade; deve também orientar o educando a como estudar, verificando se há apropriação dos conteúdos escolares, facilitando o desenvolvimento do raciocínio.

A prática psicopedagógica, sobretudo na área clínica, tem sua metodologia de trabalho, ou seja, a abordagem e tratamento, se tecendo em cada caso, na medida em que a problemática aparece. Cada situação é única e requer do profissional atitudes específicas em relação àquela situação. Essa forma de atuação também pode se caracterizar dentro das instituições.

Como psicopedagogo, precisamos estar atentos à cultura, à história, enfim, ao contexto social das escolas e famílias, para orientá-las de forma a conseguirem um resultado mais efetivo; diagnosticar a escola e também a família, pois muitas vezes são ambas ou uma delas que estão prejudicando a aprendizagem da criança.

Enfim, o psicopedagogo pode desenvolver “n” atividades no contexto escolar ou fora dele; cabe ao profissional que se digne a assim ser chamado, ser capacitado e responsável, além de incitar a confiança por meio de comportamentos éticos, a todos os quais se dirige, para que seu trabalho tenha pleno sucesso e eficácia, amenizando o sentimento de exclusão que uma criança que não aprende sofre.

A PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA NA ESCOLA

A prática psicopedagógica na escola implica num trabalho de caráter preventivo e de assessoramento no contexto educacional. Segundo Bossa, “pensar a escola à luz da Psicopedagogia, significa analisar um processo que inclui questões metodológicas, relacionais e sócioculturais, englobando o ponto de vista de quem ensina e de quem aprende, abrangendo a participação da família e da sociedade”.

Na prática pedagógica, é essencial que se considere as relações entre produção escolar e as oportunidades reais que a sociedade dá às diversas classes sociais. A escola e a sociedade não podem ser vistas isoladamente, pois o sistema de ensino (público ou privado) reflete a sociedade na qual está inserido. Observa-se que alunos de baixa renda ainda são estigmatizados, na questão do aprendizado, como deficientes.

Ao chegar numa instituição escolar, muitos acreditam que o psicopedagogo vai solucionar todos os problemas existentes (dificuldade de aprendizagem, evasão, indisciplina, desestímulo docente, entre outros). No entanto, o psicopedagogo não vem com as respostas prontas. O que vai acontecer será um trabalho de equipe, em parceria com todos que fazem a escola (gestores, equipe técnica, professores, alunos, pessoal de apoio, família). O psicopedagogo entra na escola para ver o “todo” da instituição.

O Papel do Psicopedagogo clínico

O psicopedagogo clínico é um profissional licenciado preparado para atender crianças e adolescentes com dificuldades no processo de aprendizagem. O seu trabalho pode ter um caráter preventivo ou interventivo (avaliação, diagnóstico e intervenção). Durante o processo de diagnóstico procura compreender as mensagens, muitas vezes implícitas, sobre os motivos que levam os pacientes a obterem resultados insuficientes ao esforço aplicado em sua busca pela aprendizagem.

O profissional irá se empenhar para identificar as causas dos problemas de aprendizagem usando instrumentos próprios da Psicopedagogia, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA (Entrevista Centrada na Aprendizagem), anamnese (coleta de dados significativos sobre a história de vida do paciente), sessões lúdicas, sempre com olhar e escuta atentos a tudo.

Segundo a psicopedagoga Graciela Marx, na clínica vai acolher em primeiro lugar a família com suas angústias, queixas, dúvidas e inseguranças. Na entrevista inicial serão definidos horários, quantidades de sessões, honorários, importância da frequência, da presença e o que ocorrer.

“O diagnóstico é composto de aproximadamente 8 a 10 sessões, sendo duas a três por semana com duração de 50 minutos cada. Quando diagnosticados pelo psicopedagogo somente problemas de aprendizagem, o profissional atua em uma linha terapêutica, desenvolvendo técnicas remediativas (através de sessões lúdicas), orienta pais e professores de forma que seu trabalho seja integrado e não individual”, explica. Em alguns casos poderá identificar a necessidade de encaminhamentos para avaliação por uma equipe multidisciplinar: Pediatra, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Neuropediatra, Oftalmologista, Psicomotricista.

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