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Plasticidade cerebral na aprendizagem

Plasticidade cerebral

O cérebro se modifica em contato com o meio durante toda a vida

A interferência do ambiente no sistema nervoso causa mudanças anatômicas e funcionais no cérebro. Assim, a quantidade de neurônios e as conexões entre eles (sinapses) mudam dependendo das experiências pelas quais se passa. Antes, acreditava-se que as sinapses formadas na infância permaneciam imutáveis pelo resto da vida, mas há indícios de que não é assim. Nos anos 1980, um estudo pioneiro do neurocientista norte-americano Michael Merzenich, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, demonstrou que o cérebro de macacos adultos se modificava depois da amputação de um dos dedos da mão. A perda do membro provocava atrofia dos neurônios da região responsável pelo controle motor do dedo amputado. Porém ele observou também que essa área acabava sendo ocupada pelos neurônios responsáveis pelo movimento do dedo ao lado.

A influência do meio, para Vygotsky 

“A cognição se constitui pelas experiências sociais, e a importância do ambiente nesse enfoque é fundamental. À medida que aprende, a criança – e seu cérebro – se desenvolve. A ideia é oposta à da maturação, de acordo com a qual se deve aguardar que ela atinja uma prontidão para poder ensiná-la.”
– Claudia Lopes da Silva

A influência do meio, para Wallon

“A relação complementar e recíproca entre os fatores orgânicos e socioculturais está presente em todas as análises de Wallon. Para ele, a criança nasce com um equipamento biológico, mas vai se constituir no meio social, que tanto pode favorecer seu desenvolvimento como tolhê-lo.”
– Laurinda Ramalho de Almeida

A influência do meio, para Piaget

“Para o estímulo provocar certa resposta, é necessário que o indivíduo e seu organismo sejam capazes de fornecê-la. Por isso, não basta ter um meio provocativo se a pessoa não participar dele ou, como complementaria o teórico, se ela for incapaz de se sensibilizar com os estímulos oferecidos e reagir a eles. A aprendizagem, portanto, não é a mesma para todos, e também difere de acordo com os níveis de desenvolvimento de cada um, pois há domínios exigidos para que seja possível construir determinados conhecimentos.”
– Lino de Macedo

Implicações na Educação

O aluno deve ser ativo em suas aprendizagens, mas cabe ao professor propor, orientar e oferecer condições para que ele exerça suas potencialidades. Para isso, deve conhecê-lo bem, assim como o contexto em que vive e a relação dele com a natureza do tema a ser aprendido.

 

Memória

Ela é mais efetiva na associação com um conhecimento já adquirido

A ativação de circuitos ou redes neurais se dá em sua maior parte por associação: uma rede é ativada por outra e assim sucessivamente. Quanto mais frequentemente isso acontece, mais estáveis e fortes se tornam as conexões sinápticas e mais fácil é a recuperação da memória. Isso se dá por repetição da informação ou, de forma mais eficaz, pela associação do novo dado com conhecimentos já desenvolvidos. “Podemos simplesmente decorar uma nova informação, mas o registro se tornará mais forte se procurarmos criar ativamente vínculos e relações daquele conteúdo com o que já está armazenado em nosso arquivo de conhecimentos”, afirmam os médicos e doutores em Ciência do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ramon M. Cosenza e Leonor B. Guerra no livro Neurociência e Educação: Como o Cérebro Aprende (151 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 44 reais).

A memória, para Vygotsky

“Uma criança pequena constrói memórias por imagens, associando uma a outra. No decorrer do desenvolvimento, ela passa a fazer essa relação conceitualmente, pela influência e pelo domínio da linguagem – o componente cultural mais importante. Com isso, passa de uma memória mais apoiada nos sentidos para outra mais escorada na linguagem. Portanto, a memória relacionada às aprendizagens escolares é uma função psicológica que vai se definindo durante o desenvolvimento.”
– Claudia Lopes da Silva

A memória, para Ausubel 

“Aprendemos com base no que já sabemos. Essa premissa é central na Teoria da Aprendizagem Significativa, de Ausubel. É preciso diferenciar memória de aprendizagem significativa. A primeira é a capacidade de lembrar algo. Já a segunda envolve usar o saber prévio em novas situações – um processo pessoal e intencional de construção de significados com base na relação com o meio (social e físico).”
– Evelyse dos Santos Lemos

A memória, para Wallon

“O pressuposto da psicogenética walloniana é que somos seres integrados: afetividade, cognição e movimento. Portanto, informações e acontecimentos que nos afetam e fazem sentido para nós ficam retidos na memória com mais facilidade. Como a construção de sentido passa pela afetividade, é difícil reter algo novo quando ele não nos afeta.”
– Laurinda Ramalho de Almeida

Implicações na Educação

Aprender não é só memorizar informações. É preciso saber relacioná-las, ressignificá-las e refletir sobre elas. É tarefa do professor, então, apresentar bons pontos de ancoragem, para que os conteúdos sejam aprendidos e fiquem na memória, e dar condições para que o aluno construa sentido sobre o que está vendo em sala.

Dica de Leitura : Livros para Psicopedagogos

Dica de Leitura : Livros para Psicopedagogos

Preparei esta lista com  sugestões de livros de psicopedagogia que todo profissional e estudante deveriam ler, então se você é psicopedagogo ou está em formação, você está no lugar certo: são dez leituras essenciais para o psicopedagogo se aprimorar e compreender melhor seus aprendentes!

Todos sabem que um bom livro pode mudar uma vida – ensinando novas habilidades, novos pontos de vista, novas técnicas e estratégias, além de esclarecer acerca da profissão que atuam. Por isso, é essencial que o psicopedagogo, assim como qualquer profissional da saúde, leia muito, para se manter atualizado.

Manual prático do Diagnóstico Psicopedagógico Clínico, de Simaia Sampaio

Este é um livro super importante para todo psicopedagogo iniciante, fornece subsídios a formação inicial e a formação continuada daqueles que já se encontram no exercício da profissão.


Desenvolvimento e Aprendizagem, de Alysson Carvalho

Tratando da construção social e cultural da infância, esse livro traz a perspectiva da criança, que através das suas ações como brincadeiras, imitações, repetições e interações sociais, constrói seu mundo em cima de produções simbólicas.


Dificuldades de Aprendizagem, Detecção e estratégias de ajuda – de Ana Maria Salgado Gómez, Nora Espinosa Terán.

Um livro para responder a pequenas e grandes perguntas sobre os problemas de aprendizagem que continuamente são propostos às famílias.

Oferece ferramentas de trabalho aos envolvidos de uma forma ou de outra, com a educação.


Avaliação Psicopedagógica, recursos para a prática, de Rosa Maria Junqueira Scicchitano e Maria Irene Siqueira Castanho (organizadoras)

Este livro aborda a avaliação psicopedagógica e considera as diferentes formas e agentes de intervenção psicopedagógica.

Um tema fundamental para a compreensão dos recursos mediadores para o processo de aprendizagem, a aplicabilidade desses instrumentos e a interpretação dos resultados ali revelados.

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Avaliação psicopedagógica da criança de sete a onze anos, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa (organizadoras)

Mais uma obra que visa a instrumentalização do profissional cujo trabalho requeira compreender melhor o que se passa com a criança.

A aprendizagem sistemática, aquela que acontece na escola, é a prioridade na vida da criança nesta fase, neste período constitui-se o pilar de toda a escolaridade, a qualidade dessa relação pode ser positiva ou negativa.

 

Neste Vídeo abaixo , Compartilho alguns do meus livros Prediletos 

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REALIZAMOS ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO EM CAMPINAS !!

 

É com o apoio e intervenção adequada de um psicopedagogo que a pessoa pode ter sucesso na vida escolar e social, e progredir em carreiras bem-sucedidas, em cargos de destaques, ao longo da vida.  A partir do estudo da origem da dificuldade em aprender, o psicopedagogo desenvolve atividades que estimulam as funções cognitivas que não estão ativadas no paciente e a questão afetiva e social. O psicopedagogo contribui para a construção da autonomia e independência, através da relação com “como eu aprendo” e “como me relaciono com o saber”.  Durante as sessões com o psicopedagogo, os recursos como jogos, livros e computador, tem a finalidade de descobrir os estilos de aprendizagem do paciente: ritmos, hábitos adquiridos, motivações, ansiedades, defesas e conflitos em relação ao aprender. O psicopedagogo tem a função de auxiliar o indivíduo que não aprende a se encontrar nesse processo, além de ajudá-lo a desenvolver habilidades para isso.

Caso você precise de atendimento, entre em contato . Nós atuamos com excelência na prevenção das dificuldades de aprendizagem, a partir de um enfoque transdiciplinar. Realizamos atendimento psicológico e psicopedagógico.

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