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O que é Neurociência?

O que é Neurociência?

Você saberia dizer o que é a neurociência? Se não, você provavelmente já escutou esta palavra, correto? Embora este campo do conhecimento seja mencionado nos noticiários após a divulgação de um estudo, a maioria esmagadora das pessoas não sabe explicar o que a neurociência significa de fato, mas não precisa se culpar porque realmente não é algo fácil de conceituar. No entanto, mostraremos tudo (ou quase tudo) de forma bem tranquila para que você entenda.

Resposta resumida

Neurociência consiste no estudo sobre o sistema nervoso e suas funcionalidades, além de estruturas, processos de desenvolvimento e alguma alteração que possa surgir no decorrer da vida. É uma análise minuciosa sobre o que manda e desmanda em nossa vida.

Resposta mais detalhada

Depois de explicar em poucas linhas, agora falaremos sobre a neurociência em sua versão mais aprofundada. É importante adiantar que esta área de estudo trabalha com três elementos, a saber: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Mas por quê? Porque o sistema nervoso é algo complexo a quem se destina a estudá-lo a fim de desenvolver pesquisas para algum conhecimento científico ou voluntário. Sendo assim, é preciso separar por partes para que haja uma divisão que vise à facilidade de assimilação dos profissionais e estudiosos.

No entanto, a separação da neurociência não é só a que foi citada acima, pois é necessário dividir os campos que especificam a complexidade do sistema nervoso.

Quais são esses campos?

– Neuropsicologia: esta parte estuda a interação que há entre as ações dos nervos e as funções ligadas à área psíquica.

Neurociência cognitiva: este campo foca na capacidade cognitiva (conhecimento) do indivíduo, como o raciocínio, a memória e o aprendizado.

– Neurociência comportamental: quem segue esta linha procura estabelecer uma ligação entre o contato do organismo e seus fatores internos (emoções e pensamentos) ao comportamento visível, como a forma de falar, de se postar e até mesmos os gestos usados pela pessoa.

– Neuroanatomia: uma das partes mais complexas da neurociência, ela tem por objetivo compreender toda a estrutura do sistema nervoso. Com isso, o estudioso precisa separar o cérebro, a coluna vertebral e os nervos periféricos externos para analisar cada item com muita cautela a fim de compreender a respectiva função de cada parte e nomeá-la.

– Neurofisiologia: por último, mas não menos importante, temos a neurofisiologia, que estuda as funções ligadas às várias áreas do sistema nervoso. 

Neurociência abrange muitas áreas do conhecimento

Como deu para você perceber, a neurociência é um campo de pesquisa de extrema complexidade e está sempre em pauta, em evolução, por se tratar do sistema nervoso e suas implicações na vida de uma pessoa.

A neurociência abrange muitas áreas do conhecimento, a partir do momento em que o cérebro se torna o foco em comum de todas as neurociências; e como tudo em nossa vida se relaciona ao cérebro, essa multidisciplinaridade é plenamente justificável.

Os estudos da neurociência são contínuos e podem revelar alguma descoberta para pesquisadores que desenvolvem máquinas, equipamentos e até mesmo chips para auxiliar algum indivíduo que seja portador de uma limitação física, para citar apenas um exemplo dentre vários.

Há estudiosos também que estudam as funções que o sistema nervoso representa para as atitudes mais básicas do ser humano, como fazer um simples movimento.

Fonte : Neurosaber

O que é consciência fonológica?

Consciência fonológica é a capacidade de segmentar de modo consciente as palavras em suas menores unidades, em sílabas e em fonemas. Considerada habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem, é compreendida em dois níveis, sendo eles: a consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras, as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas e que palavras são constituídas por sequências de sons e fonemas representados por grafemas.

Considerada a capacidade de se refletir explicitamente sobre a estrutura sonora da palavra, tal consciência se refere a segmentos no nível de palavras, rimas, aliterações, sílabas e fonemas. Esta última (consciência fonêmica) requer experiências mais específicas. Esta habilidade se desenvolve gradualmente à medida que a criança experiência processos em que a rima é evidenciada e se observa partes das palavras dividindo em fonemas.

Os estudos da neuropsicologia, da psicologia cognitiva e da pedagogia, desde a década de 1970, têm contribuído muito sobre o entendimento do processo de aquisição da leitura e da escrita, mas ainda há algumas questões a serem reveladas. Embora já se tenha uma gama de informações acerca do assunto, não se tem nada muito claro sobre as reais habilidades necessárias sobre o mecanismo específico para os processos de leitura e escrita.

Mas é sabido que, quando se começa a conhecer o alfabeto e suas correspondências entre som e letras, as crianças fazem associações, aprendem as regras destas correspondências fonológicas e, para ler utilizam a estratégia de decifração alfabética, tendo acesso ao sentido das palavras. Ao mesmo tempo está em jogo habilidades como memória verbal, capacidade de entender as regras gramaticais e utilizar adequadamente a linguagem, mas a consciência fonológica tem sido destacada por facilitar a aprendizagem da escrita. Um dos métodos que mais se utiliza dos processos de consciência fonêmica é o Método Fônico.

Neste método há relevância na relação entre fonema (som) e grafema (letra), sendo este, o caminho para levar a criança a construir habilidade de leitura e escrita competentes. Na perspectiva de se promover uma base sólida e qualitativa no processo de alfabetização da criança, devem-se considerar as possibilidades e situações ímpares que tal método apresenta. Trabalhando de forma explícita e envolvente, a criança constrói a confiança em si mesma para alavancar o processo que nesse momento vivencia. Sobre esta questão, Capovilla & Capovilla (2004) dizem:

 O método fônico restaura à criança o direito a essa aprendizagem competente e o prazer da maestria e das descobertas que ela produz. E restaura ao professor a profunda importância, dignidade e encanto de sua profissão, e o seu direito de ensinar com prazer e eficiência, de construir competências e de saber que o fez, de descortinar novos mundos com dedicação e alegria e de compartilhar com seus educandos o entusiasmo pela aventura da descoberta e do conhecimento.

Quando a criança descobre o princípio alfabético e se torna capaz de decodificar (isto é, de pronunciar as sequências de fonemas sob controle dos grafemas), ela se torna capaz de ler materiais escritos em geral envolvendo aquelas relações. […] assim, a decodificação é a palavra chave para penetrar no código escrito, à medida que permite à criança acoplar o seu sistema de fala (articulada vocal ou subvocalmente) à escrita alfabética.

O aprendizado das sílabas contribui para a consciência fonológica?
Nós temos várias habilidades, entre elas a de segmentação de frases em palavras ou de palavras em sílabas. A sílaba representa uma dessas primeiras habilidades. Na sala de aula, esse aspecto pode ser útil. Vejam no exemplo abaixo:
– O educador pega uma categoria de palavras e trabalha com as crianças. Suponhamos que esse grupo seja referente a animais. O professor pergunta a elas que bicho é esse. Os pequenos então responderão falando de maneira silábica.
Lembre-se: da esquerda para a direita a fim de trabalhar a direcionalidade de escrita. A partir desse exercício, a criança vai lendo e falando os pedacinhos das sílabas até fixar as palavras que acabara de pronunciar.
Sendo assim, a criança só conseguirá estabelecer a relação grafofonêmica se tiver desenvolvido a Consciência Fonológica.