Psicopedagoga Campinas

Gagueira infantil: Precisamos falar sobre disfluência fisiológica…

O que é a gagueira infantil ou disfluência fisiológica?

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Quando pensamos em disfluência vamos pensar em um distúrbio específico que compromete o tempo da execução do som.

Isso vai prejudicar na dicção das sílabas, palavras e frases.  Todo esse comprometimento chamamos de disfluência.

A criança pode começar a ficar disfluente por volta de seus 2 anos até mais ou menos os 5 anos (tendo seu maior pico em 3 anos). A gagueira fisiológica ou a disfluência fisiológica é esperada até os 4 anos, porque nessa fase a criança está estruturando ainda os processos de fala e de linguagem.

Então, é um universo muito grande para ela coordenar.  Pois, para falar é importante sincronizar e controlar os movimentos de lábios, língua, bochechas, respiração. Ou seja, “falar não é tão fácil assim quanto imaginamos” .

A gagueira infantil é mais comum nos homens

A gagueira infantil é muito mais comum no sexo masculino. Vários estudos comprovam que o sexo feminino esconde muito mais o processo de intervenção. Essa é uma questão fisiológica. Muitos estudos comprovam que a causa principal da gagueira é genética.

Muitas vezes, a disfluência pode vir acompanhada de movimentos compensatórios, de olhos , boca, braços… de forma involuntária sem que a criança perceba. Nesses casos, não devemos incentivar e nem solicitar que a criança pare de fazer os movimentos.

O profissional mais qualificado na área para fazer o atendimento nesse caso é o fonoaudiólogo, mas se você tem muita segurança no seu pediatra, comente com ele o problema e logo o mesmo vai encaminhá-lo para uma avaliação específica. Se você observar durante 2 semanas alguns dos sintomas procure orientação específica, pois sem querer você pode contribuir para a piora do caso, incentivando comportamentos inadequados.

 

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Com qual idade a criança começa a apresentar sintomas?

A partir de 2 anos de idade, os primeiros sintomas podem começar a aparecer. Preste atenção se a criança está ficando travada na hora de falar, se ela está com vergonha, se começa a arrumar outras palavras para substituir algum som que ela não consegue reproduzir, prolonga as primeiras sílabas ou outros sons durante a frase:

EEEEu quero comer banana.

Ou repete sons ou sílabas: Vo Vo Vo Você pode me dar um chiclete?

Bloqueios de sons, ocorrem quando um som fica impossibilitado de ser articulado. Por exemplo: “(alguns momentos de silêncio) Abra a porta, por favor”

Muita tensão para produzir alguns sons; /p/, /b/,/d/…

Uso de figuras de linguagem: “tipo assim”, né, ah?…

Atenção a qualquer tipo de sintomas durante a comunicação

Algumas dicas são muito importantes para TODOS que acompanham ou estão próximos a essas crianças. Eu tive uma experiência com a Gabi e confesso para vocês que, mesmo sendo fonoaudióloga, me deu um certo desespero, porque eu também sou mãe! A Gabi apresentou gagueira por um curto período e evoluiu muito bem.

Quais providências precisamos tomar?

Primeiramente, entender  que o processo da fala pode ocorrer de fala lentificada, não é  preciso falar tão rápido. A criança pode entender que a fala pode se desencadear de uma outra forma, mas isso tem que ser de uma forma muito natural. Não peça para a criança repetir e nem respirar fundo. Infelizmente essas técnicas não funcionam!

Em hipótese alguma preste atenção nos trejeitos que a criança está fazendo. Sempre tome cuidado para prestar atenção no conteúdo que essa criança quer te passar, olhe sempre nos olhos dela. Nunca complete as palavras ou as frases. Não permita que o seu filho seja caçoado por outras pessoas.

 

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